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Crescimento das microempresas no Estado de São Paulo

 

Fechamos o ano de 2012 com uma excelente notícia aos empreendedores do Estado. Estudo do Sebrae-SP e da Fundação Seade apontou que o faturamento da MPEs no estado cresceu 8,1% ante 2011. Número oito vezes maior à expectativa dos analistas com relação ao crescimento do PIB nacional no mesmo período.

Por região, o interior paulista cresceu 10,7% na comparação no mesmo período. A região do ABC, 10,2%. A região metropolitana de SP 5,6% e a capital 5,1%.

A boa fase do mercado de trabalho impulsionou as vendas das MPEs. Com desemprego em baixa, a renda média dos trabalhadores subiu. O consumo aquecido no mercado interno também sustentou os bons números.

Em receita total, as MPEs paulistas alcançaram R$ 528,5 bi em 2012. Valor R$ 39,5 bi a mais que no ano anterior. No último mês do ano passado, foram R$ 49 bi em caixa, R$ 2,9 bi acima do registrado no mesmo período de 2011. Tudo indica que este é o caminho. Os países mais ricos do planeta têm no empreendedor individual a força de suas economias.

A expectativa para 2013 é que a economia cresça 3,1%, em parte influenciada pelas medidas adotadas pelo governo, como a manutenção da taxa básica de juros em 7,25% ao ano. Um porcentual moderado, porém melhor que o de 2012. E as MPEs devem acompanhar essa tendência.

Mas para consolidar o momento é importante melhorar o ambiente empreendedor, com mais prefeituras implantando a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, hoje vigente em menos de 15% dos municípios.  A lei facilita o processo de abertura, reduz a burocracia, garante que parte das compras públicas municipais seja realizada junto a microempresas e produtores da região e evita que o dinheiro circule fora da cidade, garantindo longevidade à MPE. Surge o cenário de uma oportunidade de aumento da representatividade microempreendedorismo no PIB nacional, que hoje é de 20%.