-

Do papel ao prato

DO PAPEL AO PRATO

A relação do brasileiro com a alimentação está mudando. Para além da discussão sobre quantidade e qualidade do que se come, o fato é que o brasileiro está gastando mais com a alimentação, principalmente fora do lar. E, ao que tudo indica, este investimento continuará nos próximos anos, abrindo portas para futuros empreendedores.

As previsões de crescimento se estendem aos consumidores. Com as mudanças sociais e econômicas, com a conquista do sexto lugar na economia mundial, e com a busca pelo aumento dos postos de trabalho no país, cresce também a procura pela alimentação fora do lar, que oferece mais comodidade, praticidade e agilidade, principalmente aos trabalhadores. Segundo pesquisas do Sebrae-SP, o potencial deste segmento no Estado é de R$ 31 bilhões por ano.

De carrinhos de ambulantes a restaurantes mais requintados, há oportunidades para todos. A permanência e o sucesso no mercado, entretanto, estão cada vez mais ligados à inovação, à criatividade e à diferenciação frente à concorrência. Neste cenário, o Sebrae–SP tem investido em oferecer produtos e soluções a futuros empreendedores e a empresários que já atuam na produção e fornecimento de alimentos.

A atuação do Sebrae-SP começa ainda na lavoura, com incentivo ao profissionalismo e ao desenvolvimento de agronegócios em todo o Estado, nas mais diferentes culturas. Com o AgroSebrae, produtores rurais estão recebendo capacitação técnica e especializada na formalização e na melhoria da gestão, além de ter apoio a iniciativas de cooperativismo e instruções que os auxiliam a aumentar o mercado, de compras públicas ao fornecimento para grandes cadeias. A atuação do Sebrae-SP se estende também a empresas já consolidadas na área de alimentação, de negócios sazonais aos mais tradicionais do Estado, como padarias e pizzarias, sempre com o cuidado da legalização e do cumprimento das normas sanitárias e de segurança.

Nesta edição da revista Conexão Sebrae-SP, você pode ver alguns exemplos bem sucedidos de quem investiu em fazer comida, de empresas a iniciativas públicas. Na rede Bom Prato, por exemplo, são servidos diariamente 1200 almoços em cada uma des espalhadas pelo Estado. Este volume movimentou, desde o lançamento, em 2000, mais de 87 milhões de refeições de baixo custo e boa qualidade. São oportunidades de fornecimento, preparo e comercialização de comida, direito fundamental do ser humano.

Também na área pública, produtores donos de micro e pequenas propriedades rurais estão vendo na merenda escolar um ótimo destino para escoar sua produção. Na cidade de Mogi das Cruzes, a legislação tem sido cumprida e, de toda a merenda escolar comprada, 30% é fornecida por micro e pequenas propriedades. É um estímulo não só à produção local, mas à qualidade na alimentação dos 45 mil alunos matriculados nas escolas municipais, que hoje contam com frutas, legumes e até champignon na hora do lanche. Tudo produzido localmente.

Nesta edição você encontra, ainda, algumas tendências de negócios na alimentação. De franquias a restaurantes especializados, o que conta é a determinação, a qualidade dos produtos e do atendimento. Esse sucesso pode ser visto no aumento do faturamento das redes de fastfood que, em 2011, movimentaram R$ 88 bilhões em alimentação em todo o país – 17% a mais em comparação com 2010. No outro extremo, restaurantes como o Mocotó, na capital, investem em resgatar as origens e transformar pratos populares em algo requintado e difundido.

Aproveite esta edição. Sirva-se de boas ideias e boa leitura.

Texto publicado originalmente na revista Conexão Sebrae-SP de maio/junho de 2012