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Luz no fim do túnel

Que o brasileiro tem vocação para o empreendedorismo ninguém mais duvida. Assim como é notória a sua capacidade de superar problemas. No caso das micro e pequenas empresas, a maior dificuldade está no acesso ao crédito. Recentemente, porém, o cenário sombrio ganhou um horizonte.

O governo federal cortou a taxa básica de juros (Selic) para 8,5%, o menor patamar desde 1999, quando passou a ser usada como instrumento da política monetária no controle da inflação. No esforço para tornar o dinheiro mais barato, o governo também pressionou os bancos estatais a diminuírem o custo de seus empréstimos, forçando assim as instituições privadas a fazerem o mesmo. Esse novo ambiente é favorável ao empreendedorismo e abre portas para a expansão dos negócios. Nessa edição da Conexão, o leitor vai encontrar um verdadeiro guia que mostra como o micro e o pequeno empresário podem se capitalizar. O caminho do crescimento passa por concessão de crédito, burocracia na tomada do dinheiro, modelo de investimento e planejamento do que deve ser feito com o lucro. O acesso às linhas de financiamento nos bancos ainda é um problema para as empresas de menor porte. O tomador pode até estar se deparando com taxas mais baratas nas agências bancárias, mas poucos conseguem cumprir as exigências feitas pelos bancos como forma de garantir o pagamento do empréstimo. E assim acaba recorrendo às piores opções do mercado.

Nesse embate, a força está com os bancos. Porém, especialistas do Sebrae-SP dizem que o empreendedor também erra ao não buscar informações sobre as diferentes formas de crédito disponíveis na praça. O leque de opções passa, além do crédito bancário, por sistemas de financiamentos subsidiados, como BNDES, Finep, Fapesp, CNPQ e fundo perdido, entre outras alternativas.

De fato o crédito é fundamental para uma empresa manter-se equilibrada e com possibilidades de crescimento. E as fontes de recursos podem vir de vários canais. Reportagem desta edição mostra que a capitalização se dá por meio de uma sociedade, operação de franquia, fusão, aquisição, venture capital , private equity e abertura de capital.

Em alguns casos, a empresa utiliza todas ou boa parte dessas ferramentas para chegar ao sucesso. Foi o caso do Buscapé, o maior site de busca de produtos na America Latina. Um dos sócios da empresa, Rodrigo Borges, falou à Conexão sobre a trajetória da empresa, fundada em 1998 por quatro sócios. De lá para cá, o Buscapé já recorreu ao anjo investidor, venture capital, private equity, fusões e aquisições. Os caminhos levaram a enpresa se tornar referência no mercado quando o assunto é pesquisa de preço pela internet.

Finalmente, a revista traz uma reportagem detalhada sobre o que fazer com o lucro da empresa. Especialistas mostram a importância de perpetuar o bom desempenho e o lucro do negócio e dão dicas ao empreendedor do que fazer para obter os melhores resultados.

Ainda há muito a ser feito para melhorar o acesso das micro e pequenas ao crédito. Mas algumas peças começam a ser mexidas, e o empreendedor deve ficar atento para as oportunidades.

 

Artigo publicado originalmente na revista Conxeão Sebrae-SP de Julho/Agosto de 2012:

http://www.sebraesp.com.br/arquivos_site/noticias/revista_conexao/conexao_31/conexao_31.pdf