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Para criar uma equipe

A baixa taxa de desemprego e o aumento da renda real reforçam um desafio para o proprietário de um negócio de pequeno e médio portes: como competir com grandes empresas na atração e retenção de talentos? É consenso que uma equipe coesa e produtiva é fator chave de sucesso. Até mesmo o microempreendedor individual (MEI) tem garantido por lei o direito a um funcionário e, com isso, adquire a responsabilidade de administrar bem essa relação. Por esse motivo, Conexão dedica esta edição ao tema gestão de pessoas, trazendo reportagens que podem auxiliar o empreendedor no processo de seleção, treinamento e retenção.

Ouvimos a diretora de recursos humanos da maior empresa de recrutamento da América Latina, a Catho. Telma Souza constatou que benefícios ligados à alimentação e à saúde e a formação de ambientes harmônicos fazem toda a diferença no momento de selecionar um funcionário.

O recrutamento satisfatório começa bem antes da entrevista, na definição de tarefas que o profissional cumprirá. Durante a seleção, descobrir expectativas do candidato em relação às aspirações pessoais e de carreira evita surpresas e despesas futuras. Esse também é o momento de transmitir informações claras sobre salário e benefícios, quesitos capazes de desempatar o jogo se o interessado estiver balançando por outra proposta.

E a qualidade de vida do funcionário também conta. Focar no bem-estar da equipe garante ter em contrapartida um grupo mais empenhado, comprometido e capaz. Um dos exemplos nessa direção vem de uma das maiores redes de varejo País, o Magazine Luiza. Com 24 mil empregados, a empresa oferece de auxílio escola para colaboradores e filhos, passando por programa de controle do câncer de mama – importante para as funcionárias que são maioria naempresa – à carona solidária, que tem viés sustentável por reduzir a emissão de poluentes.

Mas quem conduz um pequeno negócio deve estar se perguntando como criar um pacote atrativo de benefícios que caiba no caixa. Especialistas garantem que muitas iniciativas de gestão não têm custo ou podem ser assimiladas como investimento diante do retorno de produtividade.

Nesta edição, mostramos algumas dessas opções e apontamos iniciativas fundamentais, como as relacionadas a treinamento. Há como conseguir orientação sobre programas em instituições com experiência nessa área. O próprio Sebrae-SP pode ser acionado pela equipe.

Há ainda uma série de ferramentas de gestão que exploramos nesta revista, como avaliação de desempenho e potencial, pesquisas de clima organizacional, processos de recrutamento e seleção, plano de desenvolvimento e gestão por competências. Também aqui você pode procurar entidades para qualificar-se e aplicar os conhecimentos na sua equipe. Bom trabalho.

 

Texto originalmente publicado na revista Conexão Sebrae-SP de maio/junho de 2013